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Justiça manda vender bens de Cabral e Adriana

Cabral está preso em Benfica enquanto sua mulher, Adriana Ancelmo, cumpre prisão domiciliar. Foto: Agência Brasil
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a venda dos bens do ex-governador Sergio Cabral (PMDB) e de sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo. Uma casa de praia, joias, carros, uma lancha e um jet-ski, todos apreendidos na Operação Calicute, estão avaliados em R$ 14,5 milhões e irão a leilão.

A casa de praia, localizada em condomínio de luxo em Mangaratiba, foi estimada em R$ 8 milhões. Das cerca de 189 joias adquiridas pelo casal sem nota fiscal, cerca de 50 foram apreendidas na residência de Cabral e Adriana e em outros endereços do Rio de Janeiro.

Na decisão, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, justificou a venda dos bens antes de concluído o julgamento do processo para evitar a desvalorização dos bens apreendidos. "O objetivo da alienação antecipada é o de salvaguardar a restituição aos cofres públicos de eventual produto/proveito de crime, de forma que, obviamente, fica resguardado o direito à devolução da quantia em caso de sentença absolutória. A medida pretende também proteger o patrimônio total dos acusados, caso ele venha a ser absolvido pelos órgãos jurisdicionais", escreveu. "Pretende evitar a depreciação dos bens e a redução exponencial do seu valor, enquanto os acusados não podem deles desfrutar propriamente", acrescentou o juiz.

O valor arrecadado ficará em conta judicial o fim do julgamento. A defesa do casal informou que irá se pronunciar nos autos do processo.

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