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Crise do estado pode fechar UERJ

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) poderá fechar por falta de recursos, decorrente da crise financeira do estado. A informação foi dada pela reitoria da instituição.


Segundo a reitoria, é necessário efetuar o pagamento dos servidores de novembro, dezembro e o décimo terceiro dos funcionários, além do repasse de bolsas e auxílios. A entidade também pede a liberação de recursos para que a instituição possa funcionar.

Em um ofício publicado na página da instituição e endereçado ao governador Luiz Fernando Pezão, a reitoria afirma que, se as medidas citadas não forem implementadas, "as atividades ficarão impossibilitadas nas diversas unidades", incluindo o Hospital Pedro Ernesto e a policlínica Piquet Carneiro.

Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda disse que os funcionários estatutários da Uerj vêm recebendo os salários junto com os demais servidores, dentro do calendário de pagamento. Neste caso, o pagamento de novembro 2016 está sendo parcelado em cinco vezes. Foram pagas as duas primeiras parcelas nos dias 5 e 6 e serão pagas as demais nos dias 11, 13 e 17..

A pasta afirmou que os repasses seguem sendo feitos à Uerj, mesmo diante da grave crise financeira que o Estado atravessa, mas que, desde o início da crise, a prioridade tem sido o pagamento dos salários dos servidores do Estado.

O supercomputador da Uerj, um investimento de cerca de R$ 5 milhões, está desligado, porque uma peça quebrou.

O no break (estabilizador de energia) da máquina precisa ser reposto. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) aprovou os R$ 450 mil para repor, mas não foram liberados pelo governo do Rio. De acordo com a Uerj, dos R$ 128 milhões de projetos aprovados pela Faperj desde 2014, o estado repassou para a universidade R$ 60 milhões. Em 2016, o setor de pesquisas científicas e tecnológicas não recebeu dinheiro algum.

A Faperj disse estar priorizando o pagamento de 5 mil bolsistas e reconheceu que cerca de 3,5 mil projetos continuam aguardando o aumento da arrecadação para voltar a receber financiamento da Faperj.

Em 2016, o governo federal não fez os repasses previstos para a UFRJ no estudo dos vírus da dengue, zika e chicungunha.

Para a Academia Brasileira de Ciências, a crise ameaça uma geração de jovens mestres e doutores.

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