Aquecimento global e as ameaças à Saúde
O aquecimento do planeta vai causar milhões de morte adicionais entre 2030 e 2050, prevê a Organização Mundial da Saúde, segundo artigo do jornal francês Le Figaro, publicado no Brasil 247.
O excesso de mortalidade estará ligado à desnutrição crescente (com a redução das terras agrícolas), malária, diarreias e ao estresse relacionados ao calor. As recentes epidemias globais de micróbios patógenos como a dengue e a zika, veiculados pelos mosquito Aedes Egypti, são apenas uma das muitas consequências do fenômeno. Outras deverão surgir.
Poluição, mosquitos, tuberculose
O aquecimento de algumas áreas favorece, em particular, o desenvolvimento de insetos portadores de doenças graves. O mosquito Aedes Egypti que transmite a dengue já se infiltrou na França , ao longo do vale do Ródano. Com o aquecimento climático, ele vai se espalhar ao ponto que uma em cada duas pessoas, segundo a OMS, estará exposta a este risco em 2080. Mas a doença está longe de ser desprezível, relembra Robert Sebbag, vice-presidente responsável pelo acesso aos medicamentos nos países em desenvolvimento da Sanofi. Nos adultos, ela causa dores, febres e náuseas muito desagradáveis podendo ser fatal em crianças. A malária, que faz 600 mil vítimas por ano, amplia também seu campo de ação. Ela deveria se instalar em áreas montanhosas até então preservadas do calor, tais como cordilheira dos Andes na América do Sul ou a região do Kilimanjaro na Tanzânia, aponta Robert Sebbag.
Além disso, a degradação do ar leva ao aumento de doenças respiratórias, alerta a OMS, que acusa a poluição atmosférica de causar milhões de mortes por ano. E as migrações relacionadas ao clima têm muitas consequências sanitárias, destaca Robert Sebbag, ao apontar o estresse infligido a estas populações ou a explosão da tuberculose em suas fileiras.
Para além de seu impacto humano, esta deterioração da saúde pública vinculada ao aquecimento tem um custo, relembra a OMS. Os danos diretos para a saúde sem contar as despesas em setores determinantes para a saúde tais como a agricultura, a água e o saneamento, estão avaliados entre 2 e 4 bilhões de dólares por ano até 2030.
O excesso de mortalidade estará ligado à desnutrição crescente (com a redução das terras agrícolas), malária, diarreias e ao estresse relacionados ao calor. As recentes epidemias globais de micróbios patógenos como a dengue e a zika, veiculados pelos mosquito Aedes Egypti, são apenas uma das muitas consequências do fenômeno. Outras deverão surgir.
Poluição, mosquitos, tuberculose
O aquecimento de algumas áreas favorece, em particular, o desenvolvimento de insetos portadores de doenças graves. O mosquito Aedes Egypti que transmite a dengue já se infiltrou na França , ao longo do vale do Ródano. Com o aquecimento climático, ele vai se espalhar ao ponto que uma em cada duas pessoas, segundo a OMS, estará exposta a este risco em 2080. Mas a doença está longe de ser desprezível, relembra Robert Sebbag, vice-presidente responsável pelo acesso aos medicamentos nos países em desenvolvimento da Sanofi. Nos adultos, ela causa dores, febres e náuseas muito desagradáveis podendo ser fatal em crianças. A malária, que faz 600 mil vítimas por ano, amplia também seu campo de ação. Ela deveria se instalar em áreas montanhosas até então preservadas do calor, tais como cordilheira dos Andes na América do Sul ou a região do Kilimanjaro na Tanzânia, aponta Robert Sebbag.
Além disso, a degradação do ar leva ao aumento de doenças respiratórias, alerta a OMS, que acusa a poluição atmosférica de causar milhões de mortes por ano. E as migrações relacionadas ao clima têm muitas consequências sanitárias, destaca Robert Sebbag, ao apontar o estresse infligido a estas populações ou a explosão da tuberculose em suas fileiras.
Para além de seu impacto humano, esta deterioração da saúde pública vinculada ao aquecimento tem um custo, relembra a OMS. Os danos diretos para a saúde sem contar as despesas em setores determinantes para a saúde tais como a agricultura, a água e o saneamento, estão avaliados entre 2 e 4 bilhões de dólares por ano até 2030.

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